Tratamentos

Revisão de Prótese da Anca

O que é a

Revisão de Prótese da Anca?

Uma revisão é a substituição de uma prótese da anca previamente colocada num paciente.

Idealmente, não havendo complicações agudas, espera-se que possa ocorrer apenas após um tempo médio de 20 a 25 anos.

Pode ser revisto um dos dois componentes, acetabular ou o femoral, isoladamente, mas pode haver a necessidade de ser efetuada a revisão de ambos os componentes.

Revisão Acetabular

Revisão Femoral

Benefícios para o paciente

Redução da dor

Recuperação da mobilidade

Melhoria da qualidade de vida

Correção de problemas técnicos

A revisão de uma prótese da anca é um procedimento cirúrgico complexo que visa melhorar a biomecânica articular comprometida na falência da prótese da anca.

Entre os principais objetivos, destacam-se a redução da dor, a recuperação da mobilidade e a melhoria da qualidade de vida do paciente. Para além disso, a revisão poderá também corrigir problemas técnicos relacionados com a cirurgia primária.

O acompanhamento com um especialista dedicado a esta temática é fundamental para avaliar a necessidade de efetuar a revisão e para monitorizar a evolução do paciente antes e após a cirurgia. Com uma abordagem apropriada, é possível oferecer alívio significativo e permitir que o doente retome suas atividades diárias com mais conforto e confiança.

Condições tratadas pela Revisão de Prótese da Anca

As principais causas para a falência de uma prótese total da anca incluem fatores relacionados com o implante, com o paciente e a técnica cirúrgica aplicada.

Uma técnica cirúrgica criteriosa desempenha um papel fundamental para evitar lesões iatrogénicas que podem ser a causa de dor e claudicação crónica, após a colocação da prótese primária da anca.

Descolamento protésico

Desgaste de polietileno

Luxação recidivante

Infeção

Fratura peri-protésica

Falha do implante

Abordagem diagnóstica

personalizada

A avaliação de um paciente com uma prótese total da anca deve iniciar-se com uma história clínica minuciosa, de modo a ser possível recolher o máximo de informações relacionadas com a cirurgia primária.

O acesso a exames de imagem anteriores e à informação das especificações técnicas do implante utilizado são especialmente importantes.

A avaliação complementar inclui um estudo analítico dirigido e exames de imagem apropriados.

O objetivo será diagnosticar a causa da falência e estabelecer um plano de cuidados que poderá compreender uma intervenção conservadora ou cirúrgica.

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Metodologia para o sucesso do procedimento

Perguntas Frequentes

Os cuidados pós-operatórios são fundamentais para reduzir o risco de complicações e prolongar a longevidade do implante. A reabilitação varia de acordo com a causa da falência, o estado prévio do paciente e o tipo de revisão realizada.

Durante as primeiras semanas, é comum sentir algum desconforto, sendo essencial seguir um plano de fisioterapia e ter acompanhamento regular do cirurgião para monitorizar a cicatrização da ferida operatória e a osteointegração do implante.

Embora esta cirurgia possa melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente, apresenta um risco maior de complicações em comparação com a colocação de uma prótese primária.

Algumas das complicações mais comuns incluem dismetria (diferença no comprimento das pernas), luxação da prótese, infeção, falência do implante e lesão neurovascular.

Os avanços tecnológicos, como o planeamento 3D e a impressão de modelos em PLA (ácido polilático) de tamanho real, ajudam o cirurgião a estudar previamente o defeito ósseo.

Estes métodos aumentam a precisão do procedimento, tornando-o mais rápido e reduzindo o risco de imprevistos durante a cirurgia.

A falência de uma prótese da anca pode comprometer a qualidade de vida do paciente. A cirurgia de revisão está indicada na presença de desgaste ou instabilidade protésica associada a dor e/ou limitação funcional, que não respondem ao tratamento conservador e que impactam significativamente na vida diária do paciente. É fundamental que a decisão seja tomada em conjunto com um especialista, que avaliará a condição clínica e as necessidades individuais para cada caso.

O tempo de recuperação de uma cirurgia de revisão de prótese da anca pode variar dependendo de vários fatores, incluindo a saúde geral do paciente, a complexidade da cirurgia e a técnica utilizada.

Em média, o paciente poderá necessitar de 6 a 12 semanas para uma recuperação completa, embora alguns casos, possam requerer um período mais longo.

Com os cuidados adequados e um plano de reabilitação otimizado, o paciente poderá retomar as suas atividades habituais (incluindo alguma atividade desportiva) até aos 6 meses após a cirurgia. Cada caso é único, portanto, é fundamental seguir as orientações do cirurgião.