Patologias

Fratura do Colo do Fémur

O que é uma

Fratura do Colo do Fémur?

A designação de fratura de colo de fémur é utilizada habitualmente como referência de todas as fraturas da extremidade proximal do fémur.

As verdadeiras fraturas do colo anatómico do fémur são tratadas com uma prótese total ou parcial da anca, dependendo da idade e condição do paciente.

As fraturas da região trocantérica são tratadas com uma redução e fixação por intermédio de uma cavilha ou placa e parafusos. Representam assim dois grupos diferentes de pacientes em termos de tratamento e reabilitação.

Fraturas complexas
envolvendo a anca e bacia

É uma fratura que ocorre num paciente que tem uma prótese da anca. Pode implicar:

Realizar uma fixação interna se os componentes se encontrarem estáveis

Promover uma revisão da prótese caso os componentes se encontrarem descolados

Atendendo ao crescimento exponencial de artroplastias da anca, é previsível que estas fraturas passem a ser um campo de atuação cada vez mais frequente para o ortopedista da anca.

Corresponde a uma fratura grave que atinge a cavidade acetabular e tem um risco elevado de evoluir para artrose da anca.

Os grandes objetivos no tratamento cirúrgico das fraturas acetabulares passam por:

  • Obter uma anca estável e congruente;
  • Diminuir o risco de artrose pós-traumática;
  • Permitir o retorno à atividades e estado funcional prévio

Em situações particulares, poderá existir a necessidade de realizar uma prótese total da anca como tratamento primário de uma fratura acetabular.

Corresponde a uma fratura frequentemente associada a traumatismos de alta energia e com risco elevado de lesões vasculares, podendo comprometer a vida do paciente (figura A).

Os acidentes de viação o mecanismo de lesão mais comum. Cerca de 15 a 30% destes doentes apresentam-se hemodinamicamente instáveis na admissão hospitalar devido a hemorragia aguda.

Neste contexto, a sobrevivência depende do reconhecimento precoce e estabilização hemodinâmica do paciente. O controlo da hemorragia passa pela estabilização provisória da bacia (figura B) e subsequente fixação definitiva (figura C).