Artroscopia da Anca
O que é a
Artroscopia da Anca
É uma técnica minimamente invasiva que pretende restabelecer a forma esférica da cabeça do fémur de modo a prevenir o desgaste acelerado da anca e consequente progressão para artrose.
É realizada através de 3 a 4 orifícios, denominados portais, através dos quais são introduzidos os instrumentos de trabalho.
Um desses orifícios serve para introduzir uma ótica que está acoplada a uma câmara que permite ao cirurgião visualizar o interior da anca.
Os dois restantes portais são utilizados para introdução dos instrumentos que permitem tratar as lesões articulares.

Para que serve a
Artroscopia da Anca?
Permite atuar em fases pré-artrose nos jovens adultos. Estes podem estar incapacitados para práticas desportivas ou até para simples atividades de vida diária.

Imagem pré-operatória – Deformidade CAM

Correção óssea pretendida

Imagem pós-operatória
Condições tratadas pela Artroscopia da Anca
A artroscopia da anca é uma técnica minimamente invasiva utilizada para diagnosticar e tratar diversas condições que afetam a articulação da anca. O objetivo principal é corrigir deformidades ósseas e reparar lesões no labrum, prevenindo o desenvolvimento de artrose. Entre as condições mais comuns tratadas por este procedimento estão:

O Conflito Femoro-Acetabular é uma condição resultante da incongruência entre a cabeça do fémur e a cavidade acetabular. Esta alteração pode ocorrer devido a um formato ovoide da cabeça do fémur (deformidade CAM), ou a um acetábulo excessivamente profundo (deformidade PINCER).
Associado a este conflito, podem ocorrer roturas da junção condro-labral, caracterizadas pela separação entre a cartilagem de carga do acetábulo e o labrum.
Através da artroscopia da anca, é possível corrigir estas alterações estruturais, aliviar a dor e restaurar a funcionalidade da articulação, proporcionando uma melhoria significativa na qualidade de vida do paciente.
Benefícios da Artroscopia da Anca
Os dois grandes benefícios da artroscopia da anca são a prevenção do desgaste / artrose e a resolução da dor crónica associada à anca.
A artroscopia da anca pretende restabelecer anatomia normal.
Pretende-se assim interromper o processo de agressão crónica ao labrum e cartilagem, impedindo a progressiva instalação de artrose em idades jovens.
O alívio da dor, em contexto desportivo e nas atividades de vida diária é outro objetivo desta intervenção.
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Perguntas Frequentes
O paciente submetido a artroscopia da anca, tem um tempo médio de internamento de 24 horas.
Durante este período, pretende-se garantir um levante precoce com conforto e segurança de marcha realizando carga parcial com canadianas. Progressivamente o paciente irá evoluir para carga total ao longo das primeiras duas semanas.
Em média, estima-se o retorno à atividade desportiva aos 3 a 4 meses de pós-operatório.
Existem riscos gerais, que são comuns a todos os procedimentos cirúrgicos e riscos específicos.
As complicações específicas deste procedimento, embora raras, incluem: lesão vascular e/ou neurológica, lesão cutânea, necrose avascular da cabeça do fémur, fratura do colo do fémur e/ou síndrome compartimental.
A artroscopia da anca é uma técnica recente no tratamento do Conflito Femoro-Acetabular. A uniformização da técnica e dos seus resultados está ainda sujeita a um processo de evolução e estabilização.
Os avanços tecnológicos desta intervenção dizem respeito a inovações constantes do material específico utilizado e novas técnicas de reparação da junção condro-labral.
Os pacientes com conflito Femoro-Acetabular tem diferentes combinações de morfologia óssea que resultam na necessidade de uma abordagem “personalizada”, tanto em termos de diagnóstico como de abordagem cirúrgica.
A correção das deformidades ósseas assim como a confirmação intra-operatória da resolução funcional do conflito são altamente dependentes da experiência do cirurgião na compreensão da individualidades anatómica de cada paciente.
A artroscopia está indicada sempre que seja diagnosticada uma deformidade compatível com Conflito Femoro-Acetabular, associada a repercussão clínica.
A artroscopia da anca está contra-indicada em situações de Conflito Femoro-Acetabular já com alterações degenerativas. A intervenção nesta fase não permite interromper o processo de perda de cartilagem.
A presença de instabilidade da anca, configura um quadro denominado Displasia da anca. Estes doentes são maus candidatos a uma artroscopia isolada e podem requerer uma Osteotomia Peri-acetabular.
O tempo médio para marcha com canadianas são 2 semanas, retorno ao trabalho às 4 semanas e ao exercício físico cerca 3 a 4 meses.

